ChatGPT na Advocacia: O PERIGO de prompts gigantes
A IA genérica está longe de ser boa aliada na advocacia. Veja os motivos e saiba como se proteger.
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Por que prompts gigantes no ChatGPT só causam alucinações e não resolvem problemas jurídicos
No ambiente jurídico contemporâneo, muitos advogados têm recorrido ao uso de IA genérica, especialmente o ChatGPT, para solucionar tarefas do dia a dia. Entretanto, o que inicialmente parece ser uma ferramenta poderosa pode, na prática, se transformar em um risco para a segurança jurídica quando mal utilizada. Uma das armadilhas mais comuns é a criação de prompts gigantescos — comandos extensos, cheios de detalhes, que deveriam “forçar” a inteligência artificial a entregar resultados jurídicos confiáveis. O problema é simples: quanto maior e mais complexo o prompt, maior a chance de a IA produzir respostas errôneas, imprecisas e até alucinações jurídicas — isto é, conteúdos que parecem plausíveis, mas que não possuem base legal real.
O conceito de alucinação de IA tem ganhado atenção justamente porque ferramentas como o ChatGPT não possuem mecanismos de verificação de dados em tempo real. Elas geram respostas com base em padrões linguísticos aprendidos, e não em consulta a bases jurídicas atualizadas ou decisões jurisprudenciais validadas. Um advogado que insere um prompt de 3.000 ou 4.000 caracteres, com múltiplas instruções e contextos, acaba forçando o modelo a “adivinhar” partes da resposta, o que aumenta dramaticamente a chance de erros. Esses erros podem ser desde citações incorretas de artigos de lei, até interpretações equivocadas de entendimentos jurisprudenciais.
Quando um profissional do direito se apoia em um relatório jurídico gerado por IA genérica sem a devida checagem, ele está assumindo um risco enorme. Na prática, isso pode levar a petições mal fundamentadas, pareceres jurídicos equivocados e decisões que podem comprometer o resultado de processos. Mesmo que um prompt gigante contenha instruções para incluir “referências legislativas e jurisprudenciais”, a IA pode simplesmente fabricar citações que parecem reais, mas que não existem — este é o cerne da questão que está afligindo a advocacia moderna.
Além disso, o uso de prompts extensos tende a reduzir a precisão das respostas. Isso acontece porque modelos como o ChatGPT trabalham com limites de contexto: inserir mais e mais informação em um único prompt pode fazer com que partes essenciais sejam “esquecidas” ou diluídas no meio do texto. Para o advogado que precisa de respostas objetivas, completas e juridicamente sólidas, essa limitação é inaceitável. Outro ponto crítico é a atualização normativa e jurisprudencial: enquanto um software jurídico especializado pode acessar bancos de dados atualizados em tempo real, um modelo genérico não tem essa capacidade, o que aumenta ainda mais o risco de produções desatualizadas.
É nesse contexto que surge a necessidade urgente de soluções baseadas em IA jurídica especializada com validação multicamadas. Diferente da IA genérica, uma plataforma como a Lawgie foi concebida para o ambiente jurídico, com mecanismos que não só consultam fontes atualizadas, mas também aplicam múltiplas camadas de verificação automatizada. Isso garante que cada resposta seja não apenas precisa, mas também juridicamente defensável. O advogado moderno precisa entender que a simples formatação ou expansão de prompts no ChatGPT não substitui um sistema projetado especificamente para o universo jurídico, com validação de conteúdo e integração com bases de dados oficiais.
Como a validação multicamadas e IA jurídica especializada impedem alucinações e garantem segurança jurídica
No contexto atual em que a advocacia digital busca incorporar inteligência artificial para ganhar eficiência, é fundamental distinguir entre ferramentas que “imitam” inteligência e aquelas que de fato entregam segurança jurídica real. Conversar longamente com a IA genérica, criando prompts gigantescos para tentar tirar respostas completas e com referências, não resolve o problema central: esses modelos não foram desenhados para pesquisar, validar ou assegurar a veracidade de conteúdos jurídicos de maneira confiável. Pelo contrário, essa prática aumenta a probabilidade de gerar resultados fabricados, conhecidos como alucinações. Esse fenômeno — a geração de jurisprudência, dispositivos legais e citações inexistentes — já tem sido motivo de sérios avisos judiciais em diversas jurisdições.
Quando um advogado redige uma petição, parecer ou memorial com base em uma resposta de ChatGPT que contém citações ou entendimentos que não correspondem à realidade normativa ou jurisprudencial, ele está assumindo um risco que pode ser profissional, ético e até penal. Juristas e tribunais vêm alertando que, ao arquitetar prompts cada vez maiores, o usuário não melhora a confiabilidade da resposta; ao contrário: ele simplesmente aumenta o volume de texto que pode conter informações imprecisas disfarçadas de autoridade. Essa é uma consequência direta da forma como modelos de linguagem funcionam: eles não acessam bases jurídicas atualizadas, nem realizam consultas diretas a bancos oficiais de jurisprudência e legislação. Em vez disso, eles geram texto com base em padrões probabilísticos aprendidos durante o treinamento.
Soluções de IA jurídica especializada com validação multicamadas é outro patamar. Diferentemente de chats genéricos, ferramentas como a Lawgie são projetadas especificamente para o ambiente jurídico, com mecanismos que garantem: (1) a verificação de cada referência consultada, (2) o cruzamento com bancos de dados oficiais e atualizados constantemente, e (3) a dupla validação — humana e automatizada — antes de qualquer resultado ser apresentado ao advogado. Este sistema assegura que os textos gerados não são meras imitações de linguagem jurídica, mas sim respostas baseadas em fontes reais, com jurisprudência, artigos de lei e entendimentos de tribunais devidamente confirmados.
Além disso, a validação multicamadas é essencial para impedir que informações falsas contaminem peças processuais, evitando consequências graves como multas, sanções ou até o descrédito profissional perante o Judiciário. Jurisprudências coletadas em pesquisas independentes mostram que tribunais já sinalizaram que a inclusão de citações falsas pode configurar negligência profissional, prejudicando não apenas o resultado do processo como também a reputação do advogado perante seus pares e clientes.
Uma plataforma de IA jurídica especializada não só reduz drasticamente o risco de alucinações, mas também otimiza a rotina de trabalho do advogado, permitindo que bastidores técnicos — como atualização normativa e verificação de precedentes — sejam automatizados com precisão. Isso liberta o profissional para focar no que realmente agrega valor: análise estratégica, criatividade jurídica e relacionamento com o cliente. Ao contrário de longos prompts complexos, que sobrecarregam modelos de linguagem generalistas, uma solução feita para o direito sabe exatamente onde buscar, como verificar e por que determinada fonte ou entendimento tem relevância para o caso concreto.
Portanto, a conclusão é inevitável: a advocacia moderna não pode mais se dar ao luxo de confiar em IA genérica com prompts extensos como se fosse uma “fonte segura”. A complexidade e o risco associados às alucinações de IA exigem ferramentas projetadas com foco jurídico, capazes de garantir a integridade, a precisão e a atualização das informações jurídicas. Esse é o único caminho para transformar a inteligência artificial de um risco latentement ameaçador em uma verdadeira alavanca de produtividade e qualidade na prática jurídica.
Legenda das referências jurisprudenciais e casos citados
Mata v. Avianca, Inc. (EUA) — Caso amplamente citado em discussões sobre o uso de IA generativa, em que advogados incluíram citações falsas geradas por IA em documentos legais, destacando os riscos de confiar em ferramentas sem validação jurídica.
R (Ayinde) v The London Borough of Haringey & Al-Haroun v Qatar National Bank [2025] EWHC 1383 (Admin) — Julgamento do High Court na Inglaterra que enfatizou a responsabilidade do advogado em verificar conteúdos produzidos por IA, condenando a inclusão de autorizações inexistentes e reforçando a necessidade de supervisão jurídica rigorosa.
UKIPO Trademark Appeal (BL O/0559/25, junho 2025) — Caso envolvendo autoridades citadas incorretamente em apelação de marca registrada, destacando sanções e advertências a advogados que confiaram em IA sem verificação adequada.
HMRC v Gunnarsson [2025] UKUT 00247 (TCC) — Julgamento do Upper Tribunal britânico lidando com citações de casos fiscais errôneas baseadas em outputs de IA, destacando o impacto sistemático das alucinações na prática jurídica.
Risco de Sanções por Citações Falsas Geradas por IA — Decisões judiciais em várias jurisdições (EUA, Reino Unido, Austrália) alertam que advogados podem ser responsabilizados por apresentar alucinações como verdade legal, incluindo advertências de sanções e possíveis consequências éticas.
Sobre o Autor
Advogado especialista em Direito Empresarial, apaixonado por tecnologia e inovação. Co-fundador da Lawgie, a IA Jurídica mais confiável do Brasil.

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